Ensaio fotográfico entre tubarões

Durante as gravações do documentário de Bahamas, da série “Águas Selvagens”  que estreia no Canal OFF dia 22/01 as 22:30h, além de alimentar tubarões, que diga-se de passagem e uma sensação indescritível de adrenalina, juntamente com um amigo de muitos anos que tem um talento especial pra fotografia,  fizemos uma sessão fotográfica subaquática que chamamos de “Entre Tubarões”.

A minha ideia e a do Ale Socci é chamar atenção das pessoas para a matança indiscriminada de 11 milhões de tubarões por dia no planeta!!!

“Postar uma foto ao lado de um tubarão mergulhando não tem o mesmo efeito que postar uma foto da Karina em meio a estes animais incríveis, sem nenhuma proteção e vestindo os lindos vestidos do Arthur Caliman”, afirma Ale Socci.

Karina Oliani

Aposto que vocês estão achando que o maior risco que enfrentei foram os tubarões, certo? ERRADO!

Para conseguir tirar essas fotos a uma profundidade de 15 – 18 metros, foi necessário lidar com condições adversas como: estar usando 5 kgs de lastro mas sem nadadeira, se movimentar no fundo do mar com vestidos longos, aguentar o frio de mais de 3 horas na água sem neoprene,
os olhos abertos na água salgada por tanto tempo ficaram super irritados, prender a respiração pra dar tempo do fotografo se posicionar, os tubarões estarem na posição
que queríamos, o cabelo não estar na frente do rosto e por ai vai…

Karina Oliani

Sem máscara não conseguia enxergar nada, nem os sinais da equipe para saber o que estavam me dizendo. Os tubarões passando pertinho de mim, mas eu só os via quando eles estavam a menos de 2 metros de distância…

Além de ter me queimado algumas vezes no famoso Coral de Fogo que leva esse nome vocês já imaginam o porque.

Foram mais de 2000 fotos. Tínhamos que esperar os momentos certos em que o movimento da água colaborava com a posição do vestido e dos meus cabelos.

Não poderia ter feito tudo isso se não fosse o trabalho incrível dos mergulhadores de segurança que nos ajudaram. Com a equipe de suporte sempre por perto, levava apenas segundos para eles chegarem com o ar até mim. Algumas vezes demorava um pouco mais, e nessas horas contei com minha experiência de mais de 20 anos mergulhando e o fato de ficar muito calma quando estou no fundo do mar.

E lógico que passar um sinal para avisa-lo que queria ar não era simples estando rodeada de tantos tubarões que estão acostumados a serem alimentados quando esticamos a mão. Os tubarões poderiam entender esse gesto como “venha aqui pegar sua comida” e eu fui muito cautelosa com isso.

Mas a sincronia da equipe foi incrível! Todos estavam atentos para que tudo saísse perfeito, super profissionais!

Karina Oliani

Com esse ensaio acho que esta mais que provado que os tubarões não são os predadores mais perigosos do oceano, como a mídia costuma mostra-los.

Eu estava em uma situação completamente indefesa, sem proteção alguma, com os cintos me forçando a ficar no fundo e com os vestido que é um grande empecilho para nadar. E eles estavam ali, interagindo e quase que “posando para as fotos comigo”.

Karina Oliani

De acordo com o estudo do Marine Policy, é estimado que humanos matam em torno de 100 milhões de tubarões por ano, enquanto, do outro lado, tubarões matam por volta de 10 seres humanos por ano.

Fotos: Alexandre Socci

Agradecimentos

Arthur Caliman

Stuart Cove’s Dive Center

Unique Travel Collection

Explore The Bahamas

Breezes Hotel

Canal OFF

 

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By Karina / Administrator on jan 01, 2016

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