Di(cion)ário da Nova Zelândia: A de Admiráveis Glowworm Caves

Dizem que é no fim do arco-íris que encontramos o pote reluzente de ouro, certo? Errado! Bom, não no meu caso… Foi lá do outro lado do mundo, na Ilha Norte da Nova Zelândia, que encontrei um verdadeiro tesouro reluzente. Mas vou me explicar melhor…

Com o destino já definido começam a surgir as próximas perguntas: O que fazer em um lugar tão incrível que te oferece um leque de opções? Qual escolher? Onde visitar? Também pudera, NOVA ZELÂNDIA!!! São vulcões, praias, montanhas, lagos, cavernas, infinitos esportes radicais… Ufa! Dá vontade de fazer de tudo um pouco e se ficasse por lá durante um ano, acredito que ainda assim não seria suficiente para explorar tudo o que este país tem a oferecer.

Karina Oliani em New Zealand
“Olha a felicidade da criança só de ver tanta montanha! Thank you New Zealand”

Notável por seu isolamento geográfico, a Nova Zelândia é um país da Oceania que se situa no sudoeste do Oceano Pacífico, a 1.600km da Austrália. Formada por duas ilhas principais, a Ilha do Norte e a Ilha do Sul são separadas pelo Estreito de Cook. O país inclui também outras ilhas menores como as Stewart e Chatham. A maior parte de sua população de 4 milhões de habitantes divididos entre as Ilhas Norte e Sul, tem descendência europeia, sobretudo britânica, enquanto seus nativos, os maoris, são minoria, mas extremamente respeitados, onde sua cultura é um caso a parte que merece um post só para ela…

Karina Oliani em New Zealand
“O nome ‘Nova Zelândia’ foi inventado por cartógrafos holandeses em homenagem à província holandesa Zeeland.”

Brasil x Nova Zelândia

A distância entre os dois chega a 12.302km e dependendo da localidade, são cerca de 15 a 16 horas de diferença no fuso horário. Como ambos países estão no mesmo hemisfério, as estações acontecem no mesmo período do ano. Quando o assunto é desenvolvimento humano, qualidade de vida, combate a corrupção; a Nova Zelândia está no topo do ranking. Considerada um país desenvolvido, suas cidades levam o título de “mais habitáveis do planeta”. Definitivamente temos muito que aprender com eles, né?

Karina Oliani em New Zealand
“Você sabia que na Nova Zelândia existem mais ovelhas que pessoas? São cerca de sete para cada habitante.”

Minha aventura se iniciou na região sul de Waikato, onde as 300 cavernas subterrâneas de Waitomo são a grande atração turística desta região. Originadas a milhões de anos, a palavra que dá nome a essas cavernas vem da língua maori e significa “água passando por um buraco”. Existem diversas maneiras de conhecê-las: passeios a pé e de barco ou rafting e canyoning (exploração de canyons com técnicas como rapel e tirolesa). Esta última vocês podem imaginar que é “muito tentadora para alguém como eu” já que amo uma aventura…

Karina Oliani em New Zealand
“#PartiuWaitomoCaves! Quem nunca dirigiu em mão inglesa não sabe o que é emoção!”

Dessa vez escolhi visitar a caverna iluminada pelos Gow worms pela água. Mas não foi de barco não! Foi uma mini expedição de 5 horas que começou com um rapel de 35m para escuridão da Ruakuri Cave. Depois de escalar algumas pedras, chegamos em um ponto onde fui amarrada a uma corda acima da minha cabeça, e ainda completamente no breu e sem maiores explicações do nosso guia apenas ouvi “Hold on the rope tight and good luck” e UAU!!! 60 metros depois de voar no escuro fui repentinamente brecada na tirolesa e ao olhar pra cima que MÁGICO!!! O teto da caverna estava todo esverdeado com as luzes suaves desses glow worms, os vermes que brilham.

Karina Oliani em New Zealand
“Um espetáculo da natureza pra aplaudir em pé!”
Karina Oliani em New Zealand
“O tesouro no fim do arco-íris é aqui!”

Muita emoção pra um dia só?! Ainda não… A pior (e também melhor!) parte estava por vir. Continuamos seguindo o fluxo de água por mais uma hora, escalando cachoeiras, contornando estalaquitites e estagmiltes e de repente, no escuro, escutamos o barulho de um rio. Com a água extremamente limpa mas também muito escura e gelada (apenas 10⁰C), nosso guia nos deu uma bóia (dessas redondas, tipo pneu de caminhão) e disse “Salta”! Estávamos a uns 6-8 metros do rio, e a água gelada nesse momento não me convidou mesmo a pular. Acontece que era nossa única saída possível da caverna! Não se pode escalar de volta os 35 metros de parede que rapelamos porque além de não termos equipamentos para isso, a rocha estava toda molhada.

Karina Oliani em New Zealand

Karina Oliani em New Zealand

Karina Oliani em New Zealand

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ao pular, a sensação é aterrorizadora! Confesso que achei que fosse congelar em minutos mas o neoprene (roupa específica de mergulho) fez com que aguentasse mais algumas horas… Sentada na boia redonda, eu remava rapidamente com as mãos para esquentar, enquanto olhávamos pra cima e nos extasiávamos com tantos glow worms. As milhares de luzes verde-azuladas brilham como se fossem uma constelação. Este fenômeno ocorre porque o glow worm, espécie de mosca cuja larva vive em regiões úmidas, solta um fio de seda com muco e veneno que possui bioluminescência (capacidade de produzir luz), para atrair as presas. Assim que um inseto é preso, o fio de seda para de brilhar e é retraído para boca da larva.

Por fim, escalamos uma parede de rochas afiadas e ásperas enquanto a água da cachoeira tirava o último calor que ainda havia no nosso corpo. Foi um canyoning silencioso, escuro, lindo e inesquecível. Impossível não se emocionar depois de viver algo tão único e magnífico debaixo da terra mas com direito a esse “céu estrelado”!

Karina Oliani em New Zealand
“Depois dessa aventura congelante, só mesmo um banho quentinho…”

Créditos:

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Agradecimentos:

Pure New Zealand – EXPLORE NEW ZEALAND

Hotel e Fazenda Roseland – Waitomo Caves

Mitsubishi Motors

 

Maiores informações: 

The Legendary Black Water Rafting Co. http://www.waitomo.com/Black-water-rafting/Pages/caving-adventure.aspx

Sugestão de hospedagem próxima: http://www.roselandsnz.com

Dica de restaurante: http://www.roselandsnz.com

(O melhor churrasco no estilo KIWI que já comi!)

About the Author

By Karina / Administrator on abr 20, 2015

Comment (1)

  • Umas das melhores experiencias! Morei 4 anos na NZ, e com o dia a dia acabei deixando para la e nao fazendo o passeio! Ano passado voltei de ferias e fiz esse mesmo passeio! Chorei quando chegamos no final da caverna, a guia comecou a cantar e os bichinhos comecaram a brilhar, de outro mundo! A NZ eh tudooo!! Amo aquele lugar

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